Angina de Peito
Hoje vamos falar de angina de peito!
É definida como a síndrome clínica caracterizada por dor ou desconforto em qualquer das seguintes regiões:
- Tórax;
- Epigástrio;
- Mandíbula;
- Ombro;
- Dorso;
- Membros superiores.
É tipicamente desencadeada ou agravada com atividade física ou estresse emocional e atenuada com uso de nitroglicerina e derivados. A angina usualmente acomete portadores de DAC com comprometimento de, pelo menos, uma artéria epicárdica. Entretanto, pode também ocorrer em casos de:
- Doença cardíaca valvar;
- Cardiomiopatia hipertrófica;
- Hipertensão não controlada.
Pacientes com coronárias normais e isquemia miocárdica relacionada ao espasmo ou disfunção endotelial também pode apresentar angina. Além dela, há várias situações de dor torácica ou sintomas manifestados nas regiões habituais de sua manifestação que possuem outros diagnósticos alterações relacionadas ao esôfago, estômago, pulmão, mediastino, pleura e/ou parede torácica. Uma vez excluídas possíveis causas cardíacas as orientações para a condução destes pacientes estão fora da abrangência desta diretriz.
A isquemia miocárdica pode produzir dor ou outros sintomas cuja gravidade varia desde uma indigestão leve até uma sensação de sufocação ou peso na parte superior do tórax. Inclui desde desconforto até dor agonizante, acompanhada de intensa apreensão e sensação de morte iminente.
A dor é, com frequência, sentida profundamente no tórax, atrás do esterno (retroesternal). Tipicamente, a dor ou desconforto é mal localizado e pode irradiar-se para o pescoço, a mandíbula, os ombros e a face interna dos braços, habitualmente no braço esquerdo. A angina pode ser classificada em:
- Angina estável;
- Angina instável;
- Angina intratável ou refratária;
- Angina variante;
- Isquemia silenciosa.
Angina Estável
Dor previsível e consistente que ocorre ao esforço, mas que é aliviada pelo repouso e/ou pelo uso de nitroglicerina.
Angina Instável
Também chamada de angina pré-infarto ou angina em crescendo. Os sintomas aumentam de frequência e gravidade. Podem não ser aliviados com o repouso nem com o uso de nitroglicerina.
Angina Intratável ou Refratária
Dor torácica intensa e incapacitante.
Angina Variante
Também denominada de Prinzmetal. Dor em repouso, com elevação reversível do segmento ST. Acredita-se que seja causada por vasoespasmo da artéria coronária.
Isquemia Silenciosa
Evidência objetiva de isquemia, como alterações eletrocardiográficas na prova de esforço, porém o paciente não relata nenhuma dor.
A angina pode ser precipitada por esforço físico, temperaturas extremas, emoções fortes, consumo de refeições pesadas, tabagismo, fumaça de cigarro, atividade sexual, estimulantes (cocaína, metanfetamina), padrões de ritmo circadiano.
O tratamento da angina estável crônica objetiva diminuir a demanda de oxigênio e/ou aumentar a oferta de oxigênio. A ênfase contínua é a redução de fatores de risco, sendo uma prioridade e devendo ser discutida com o paciente. As estratégias devem abordar todos os elementos de tratamento e orientações ao paciente relacionados no seguinte mnemônico: A, B, C, D, E e F, onde:
A. Agente antigregante plaquetário, anticoagulante, terapia antianginosa, bloqueadores dos receptores de angiotensina, inibidor da eca;
B. Bloqueador beta-adrenérgico, pressão arterial (blood pressure);
C. Cigarro, bloqueadores dos canais de cálcio, colesterol;
D. Dieta, diabetes;
E. Exercício, educação;
F. Vacinação contra a gripe.
As principais metas dos cuidados de enfermagem consistem em:
- Tratamento imediato e apropriado na ocorrência da angina;
- Prevenção da angina;
- Redução da ansiedade;
- Conscientização do processo patológico;
- Compreensão do cuidado prescrito.
O enfermeiro executa as seguintes intervenções:
- Fornecer informações durante um episódio de angina o paciente interromper todas as atividades e sentar ou repousar no leito em uma posição semi-Fowler;
- Observar sinais de angústia respiratória;
- Administrar nitroglicerina via sublingual;
- Avaliar os parâmetros vitais;
- Administrar O2 em caso de queda de saturação de O2 ou se a FR estiver aumentada;
- Executar métodos de redução do estresse;
- Alternar os períodos de atividade e repouso para prevenção de um novo episódio.
Até mais!
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