Assistência de Enfermagem em Terapia Nutricional Parenteral (TNP)
Bom dia, concurseiros. Segue mais um resumo. Foco total, hein!
Introdução
A Resolução COFEN 453/2014 dispõe sobre a atuação da equipe de Enfermagem em Terapia Nutricional, onde a Terapia Nutricional Parenteral é um conjunto de procedimentos terapêuticos para a manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente por meio da nutrição parenteral.
A NP é uma solução ou emulsão, composta basicamente de carboidratos, aminoácidos, lipídios, vitaminas e minerais, estéril e apirogênica, acondicionada em recipiente de vidro ou plástico, destinada à administração intravenosa em pacientes desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar. Objetivo: Visa a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas.
As metas incluem:
- Melhora no estado nutricional;
- Estabelecimento de balanço nitrogenado positivo;
- Manutenção da massa muscular;
- Manutenção do ganho de peso;
- Estimulação do processo de cicatrização.
Comumente, uma veia calibrosa e de alto fluxo, como a subclávia ou a cava superior, é o local preferido, haja vista ser uma via de administração que dilui rapidamente os nutrientes.
A TNP é indicada para:
- Incapacidade de ingerir uma quantidade adequada de alimento ou líquido VO dentro de 7 dias;
- Capacidade comprometida para absorver alimentos VO ou enteral;
- Paciente não deseja ou não consegue ingerir nutrientes adequados VO ou enteral;
- Necessidades Pré e Pós-operatórias prolongadas.
Métodos de administração
Periférica - A NPP é indicada para soluções com osmolaridade até 900mOsm/L. As fórmulas da nutrição parenteral periférica não são nutricionalmente completas devido ao baixo teor de glicose. Geralmente, é prescrita para suplementar a ingesta oral e sua duração usual é de 5 a 7 dias.
Central/total - A NPT é indicada para soluções que tem osmolaridade maior que 700mOsm/L. Utiliza-se veia central de grosso calibre e alto fluxo sanguíneo, tais como: veias subclávias e jugulares. Está contraindicada a femoral pelo risco de infecção.
Início e interrupção da NP
Um total de 1 a 3 litros de solução é administrado durante o período de 24 horas. Uma bomba de infusão é sempre utilizada para administração de NP. Antes da infusão ser administrada, a solução deve ser inspecionada quanto à separação de camadas, aspecto oleoso ou qualquer precipitado. No caso de qualquer um desses estar presente, ela não é utilizada.
As soluções de NP são iniciadas lentamente e avançadas de forma gradual a cada dia, até que a velocidade desejada seja alcançada conforme permitido pela tolerância do paciente aos líquidos e à glicose. Da mesma forma, é descontinuada gradualmente para permitir ao paciente ajustar-se aos níveis diminuídos de glicose.
Os sintomas específicos da hipoglicemia de rebote incluem:
- Fraqueza;
- Desmaio;
- Sudorese;
- Tremores;
- Sensação de frio;
- Confusão mental;
- Taquicardia.
Diagnósticos de enfermagem:
- Nutrição desequilibrada: menos do que as necessidades corporais;
- Risco de desequilíbrio eletrolítico;
- Risco de desequilíbrio do volume de líquidos;
- Risco de glicemia instável;
- Risco de infecção.
Competências do enfermeiro na TNP
a) Proceder a punção venosa periférica de cateter IV de teflon ou poliuretano, ou PICC, desde que habilitado e/ou capacitado para o procedimento de acordo com a Resolução COFEN n.206/2001;
b) Participar com a equipe médica do procedimento de inserção do cateter venoso central;
c) Assegurar manutenção e permeabilidade da via de administração da NP;
d) Receber a solução parenteral da farmácia e assegurar a sua conservação até a completa administração;
e) Proceder á inspeção visual da solução parenteral antes de sua infusão;
f) Avaliar e assegurar a instalação da solução parenteral observando as informações contidas no rótulo, confrontando-as com a prescrição;
g) Assegurar que qualquer outra droga, solução ou nutrientes prescritos, não sejam infundidos na mesma vida de administração da NP sem a autorização formal da EMNP;
h) Prescrever os cuidados de enfermagem inerentes a TNP em nível hospitalar, ambulatorial e domiciliar;
i) Detectar, registrar e comunicar à EMNP ou ao médico responsável pelo paciente as intercorrências de qualquer ordem técnica e/ou administrativa;
j) Garantir o registro claro e preciso de informações relacionadas à administração e a evolução do paciente, quanto aos dados antropométricos, peso, sinais vitais, BH, glicemia, tolerância digestiva, entre outros.
Complicações da TNP
- Pneumotórax;
- Embolia gasosa;
- Cateter obstruído ou deslocado;
- Sepse;
- Hiperglicemia;
- Hipoglicemia de rebote;
- Sobrecarga de líquidos.
Bons estudos a todos.
Instagram: @futuraenfresidente.
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