Câncer de mama

Boa tarde! :)

Definição: Desde o início da formação do câncer até a fase em que ele pode ser descoberto pelo exame físico (tumor subclínico) isto é, a partir de 1 cm de diâmetro, passam-se, em média, 10 anos. Quando a doença se instala, estima-se que o tumor de mama duplique de tamanho a cada período de 3 a 4 meses. No início da fase subclínica (impalpável), tem-se a impressão de crescimento lento, porque as dimensões das células são mínimas. Porém, depois que o tumor se torna palpável, a duplicação é facilmente perceptível. Se não for tratado, o tumor desenvolve metástases, com focos de tumor em outros órgãos, mais comumente ossos, fígado e pulmões. Em 3 a 4 anos do descobrimento do tumor pela palpação, pode ocorrer o óbito. Os dois diagnósticos mais comuns da doença proliferativa benigna da mama encontrados na biópsia são a hiperplasia atípica e carcinoma lobular in situ. Ambos os diagnósticos aumentam o risco de desenvolvimento de câncer de mama pela mulher.

  • Hiperplasia atípica: Aumento anormal nas células ductais ou lobulares na mama e é em geral encontrada por acaso nas normalidades mamográficas.
  • Carcinoma lobular in situ: É em geral um achado acidental no tecido mamário porque não pode ser observado na mamografia e não forma nódulo palpável.
O câncer de mama é um grupo heterogêneo de doenças com comportamentos distintos. A heterogeneidade deste câncer pode ser observada pelas variadas manifestações clínicas e morfológicas, diferentes assinaturas genéticas e consequentes diferenças nas respostas terapêuticas. O espectro de anormalidades proliferativas nos lóbulos e ductos da mama inclui a hiperplasia, a hiperplasia atípica, o carcinoma in situ e o carcinoma invasivo. O carcinoma ductal infiltrante é o tipo histológico mais comum e compreende entre 80 a 90% do total dos casos.

Sintomas: O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento do nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama são:
  • Edema cutâneo semelhante à casca de laranja;
  • Retração cutânea;
  • Dor;
  • Inversão do mamilo;
  • Hiperemia;
  • Descamação ou ulceração do mamilo;
  • Secreção mamilar, especialmente quando é unilateral e espontânea.
A secreção associada ao câncer geralmente é transparente, podendo ser rosada ou avermelhada, devido à presença de glóbulos vermelhos. Podem também surgir linfonodos palpáveis na axila. Os principais fatores de risco são:
  • Histórico familiar, idade, menarca precoce, menopausa tardia, primeira gravidez após os 30 anos, nuliparidade e associação ao uso de contraceptivos orais.
Diagnóstico: São métodos de diagnóstico de câncer de mama o exame clínico, mamografia e autoexame.
  • Exame Clínico das Mamas (ECM) - Finalidade de detectar anormalidades na mama ou avaliar os sintomas referidos por pacientes e assim encontrar cânceres da mama palpáveis num estágio precoce de evolução.
  • Mamografia - Permite a detecção precoce do câncer por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas. 
  • Autoexame das mamas (AEM) - Uma vez observada alguma alteração, a mulher deverá procurar um serviço de saúde mais próximo de sua residência para ser avaliada por um profissional de saúde.
As recomendações para o rastreamento de mulheres assintomáticas também são feitas através do exame clínico e mamografia.
  • Exame clínico das mamas - Para todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade com periodicidade anual.
  • Mamografia - Para mulheres com idade entre 50 a 69 anos de idade, com intervalo máximo de 2 anos entre os exames.
  • Exame clínico das mamas e mamografia - Anualmente, para mulheres a partir de 35 anos de idade, pertencentes a grupos populacionais com risco elevado de desenvolver câncer de mama.
Grupos de risco: São definidos como grupos populacionais com risco elevado para o desenvolvimento de câncer de mama as mulheres com história familiar de, pelo menos, um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama, abaixo dos 50 anos de idade; mulheres com história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau com diagnóstico de câncer de mama bilateral ou câncer de ovário em qualquer faixa etária; mulheres com história familiar de câncer de mama masculino e mulheres com diagnóstico histopatológico de lesão mamária proliferativa com atipia ou neoplasia lobular in situ. 

Interpretação BIRADS: De acordo com o CAB n. 13 do MS, os resultados do exame mamográfico são classificados de acordo com o BIRADS, publicado pelo Colégio Americano de Radiologia e traduzido pelo Colégio Brasileiro de Radiologia. Esse sistema utiliza categorias de 0 a 6 para descrever os achados do exame e prevê recomendações de condutas:

Categoria
Interpretação
Recomendação de Conduta
0
Exame incompleto
Avaliação adicional com incidências e manobras, correlação com outros métodos de imagem, comparação com mamografia feita no ano anterior.
1
Exame negativo
Rotina de rastreamento conforme a faixa etária ou prosseguimento da investigação, se o ECM for alterado.
2
Exame com achado tipicamente benigno
Rotina de rastreamento conforme a faixa etária.
3
Exame com achado provavelmente benigno
Controle radiológico.
4
Exame com achado suspeito
Avaliação por exame de cito ou histopatológico.
5
Exame com achado altamente suspeito
Avaliação por exame de cito ou histopatológico.
6
Exame com achados cuja malignidade já está comprovada
Terapêutica específica em Unidade de Tratamento de Câncer

Bons estudos a todos! =)

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