Angina
Bom dia, queridos. Trouxe um resumo sobre angina pra vocês, espero que ajude! 😁
A angina refere-se à dor torácica que é produzida pela isquemia do miocárdio e é habitualmente causada pela aterosclerose significativa. Se a diminuição do suprimento sanguíneo for grande o suficiente e/ou de duração suficientemente longa, podem ocorrer lesão irreversível e morte das células miocárdicas.
A angina de peito é uma síndrome clínica habitualmente caracterizada por episódios de dor ou pressão na região anterior do tórax. Consiste no fluxo coronário insuficiente, resultando em suprimento diminuído de oxigênio quando existe uma demanda aumentada de oxigênio do miocárdio em resposta ao esforço físico ou estresse emocional.
É habitualmente causada por doença aterosclerótica e quase sempre está associada a uma obstrução significativa de, pelo menos, uma artéria coronária principal.
Quando existe um aumento da demanda, o fluxo através das artérias coronárias precisa aumentar. Quando há um bloqueio em uma artéria coronária, o fluxo não pode ser aumentado, o que resulta em isquemia.
A angina pode ser dividida em cinco tipos:
- Angina Estável - Dor previsível e consistente que ocorre ao esforço, mas é aliviada pelo repouso e/ou pelo uso de nitroglicerina;
- Angina Instável - Também denominada angina pré-infarto, os sintomas aumentam de frequência e gravidade e talvez não possam ser aliviados com o repouso nem com o uso de nitroglicerina;
- Angina Intratável ou Refratária - Dor torácica intensa e incapacitante;
- Angina Variante - Também denominada angina de Prinz-metal, é uma dor em repouso com elevação reversível do segmento ST, acredita-se que seja causada por vasoespasmo da artéria coronária;
- Isquemia Silenciosa - Evidência objetiva de isquemia, como alterações eletrocardiográficas na prova de esforço, porém o paciente não relata nenhuma dor.
Alguns fatores são importantes na investigação da angina, entre eles:
- Esforço físico, que pode precipitar um ataque ao aumentar a demanda de oxigênio do miocárdio;
- Exposição ao frio, que pode causar vasoconstrição e PA elevada, com aumento da demanda de oxigênio;
- Ingerir uma refeição pesada, que aumenta o fluxo sanguíneo para a área mesentérica para a digestão, reduzindo, assim, o suprimento sanguíneo disponível para o músculo cardíaco;
- Estresse ou qualquer situação que provoque emoção, causando a liberação de catecolaminas, o que aumenta a PA, a FC e a carga de trabalho do miocárdio.
Manifestações clínicas
A isquemia do músculo cardíaco pode produzir dor ou outros sintomas que variam desde uma indigestão leve até a sensação de sufocação ou de peso na parte superior do tórax, incluindo desde desconforto até dor agonizante, acompanhada de intensa apreensão e sensação de morte iminente.
Tipicamente, a dor ou desconforto é mal localizada e pode irradiar-se para o pescoço, a mandíbula, os ombros e a face interna dos braços, habitualmente no braço esquerdo. O paciente com diabetes mellitus pode não ter dor intensa com a angina, visto que a neuropatia diabética pode atenuar a transmissão dos nociceptores, embotando a percepção da dor.
A dor pode ser acompanhada de:
- Sensação de fraqueza ou dormência nos braços, punhos e mãos;
- Falta de ar;
- Palidez;
- Tonturas;
- Sudorese;
- Náuseas e vômitos.
Avaliação e achados diagnósticos
O diagnóstico começa na anamnese e se relaciona com as manifestações clínicas de uma isquemia. O ECG de 12 derivações pode revelar alterações que indicam a isquemia, como inversão da onda T.
São também realizados exames laboratoriais que podem incluir PCR e valores dos biomarcadores cardíacos para excluir a possibilidade de síndrome coronariana aguda, como angina instável e infarto agudo do miocárdio.
O paciente pode ser submetido a uma prova de esforço, cintigrafia nuclear ou procedimento invasivo, como cateterismo ou angiografia coronária.
Tratamento
O principal objetivo do tratamento clínico da angina consiste em diminuir a demanda de O2 e aumentar seu suprimento.
Esse objetivo pode ser alcançado através da terapia farmacológica e controle dos fatores de riscos, mas também podem ser usados procedimentos de perfusão para restaurar o suprimento sanguíneo, como a Angioplastia Coronária Transluminal Percutânea, Stents e Aterectomia.
Os medicamentos utilizados no tratamento da angina estável incluem:
- Nitratos (nitroglicerina) - Reduz em curto e longo prazos o consumo de O2 do miocárdio pela vasodilatação seletiva;
- Agentes bloqueadores beta-adrenérgicos (betabloqueadores, como atenolol) - Reduz o consumo de O2 do miocárdio ao bloquear a estimulação beta-adrenérgica do coração;
- Antagonistas dos íons Cálcio (bloqueadores dos canais de cálcio, como anlodipino e diltiazem) - Possuem efeitos inotrópicos negativos, indicados para pacientes que não respondem aos betabloqueadores. Usados como tratamento primário para o vasoespasmo;
- Medicamentos antiplaquetários (ácido acetilsalicílico, clopidogrel, abciximabe) - Previne a agregação plaquetária;
- Anticoagulantes (heparina, enoxaparina) - Previne a formação de trombo.
A oxigenoterapia é habitualmente instituída no início da dor torácica, na tentativa de aumentar a quantidade de O2 liberada para o miocárdio e diminuir a dor. A eficiência terapêutica do O2 é determinada pela observação da frequência e do ritmo de respirações.
A saturação de O2 do sangue é monitorada pela oximetria de pulso. O nível de saturação de oxigênio normal é superior a 93%.
Cuidados de Enfermagem
A enfermeira reúne informações sobre os sintomas e as atividades do paciente, principalmente as que precedem e precipitam as crises. Além de avaliar a angina ou o seu equivalente, a enfermeira também investiga fatores de risco do paciente para DAC, resposta do paciente à angina, compreensão do diagnóstico pelo paciente e família, além da adesão ao plano de tratamento atual.
As principais metas do paciente consistem no tratamento imediato e apropriado quando ocorre angina, prevenção da angina, redução da ansiedade, conscientização do processo patológico e compreensão do cuidado prescrito, além da adesão ao programa de autocuidado:
- Reconhecimento dos sintomas;
- Ações imediatas;
- Procurar assistência médica quando a dor persistir ou mudar de qualidade;
- Relatar diminuição da ansiedade;
- Expressar aceitação do diagnóstico;
- Expressar o controle em relação às escolhas dentro do esquema médico;
- Não exibir sinais nem sintomas que indiquem um alto nível de ansiedade;
- Descrever o processo da angina;
- Explicar os motivos para as medidas destinadas a evitar complicações;
- Exibir um ECG e biomarcadores cardíacos normais;
- Não apresentar sinais nem sintomas de IM agudo;
- Aderir ao programa de autocuidado com excelência, que incluo a tomada de medicamentos conforme prescrição, manter as consultas de cuidados médicos e implementar o plano para reduzir os fatores de riscos.
...Bons estudos! 💜
Instagram: @futuraenfresidente
Coloquei dois stents e tive alta com diagnostico de angina estavel, voce sabe me dizer se com esse diagnostico (CID I20.0) pode se considerrar cardiopatia grave?Incapacitante?
ResponderExcluirColoquei dois stents e tive alta com diagnostico de angina instavel, voce sabe me dizer se com esse diagnostico (CID I20.0) pode se considerrar cardiopatia grave?Incapacitante?
ResponderExcluir