Doença de Alzheimer
Definições
É um dos tipos mais comuns de demência e trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva e irreversível, que começa de modo insidioso e que se caracteriza por perdas graduais da função cognitiva e por distúrbios no comportamento e afeto. A doença de Alzheimer não constitui parte normal do processo de envelhecimento.
Muitos fatores ambientais, nutricionais e inflamatórios também podem determinar se uma pessoa irá sofrer essa doença cognitiva. A doença é um distúrbio cerebral complexo causado por uma combinação de diversos fatores que podem incluir genética, alterações de neurotransmissores, anormalidades vasculares, hormônios do estresse, alterações circadianas, TCE e presença de transtornos convulsivos.
A doença de Alzheimer pode ser classificada em dois tipos: DA de família ou de início precoce (corresponde a menor de 10% dos casos, sendo considerada rara) e a DA esporádica ou de início tardio.
Fisiopatologia
São observadas alterações neuropatológicas e bioquímicas específicas, que incluem emaranhados neurofibrilares e placas senis ou neuríticas. Ocorre lesão neuronal principalmente no córtex cerebral, resultando em diminuição do tamanho do encéfalo. As células que utilizam o neurotransmissor acetilcolina são afetadas principalmente pela DA. Em nível bioquímico, observa-se diminuição da enzima ativa na produção de acetilcolina, que está especificamente envolvida no processamento da memória.
Manifestações clínicas
Os sintomas são altamente variáveis, alguns deles incluem:
• Nos estágios iniciais, podem ocorrer esquecimento e perda de memória sutil, como pequenas dificuldades nas atividades de trabalho ou sociais. Os clientes, no entanto, mantêm função cognitiva adequada para compensar a perda e continuam funcionando de maneira independente. O esquecimento manifesta-se em muitas ações diárias com a progressão da doença (por exemplo, o cliente perde-se em um ambiente familiar ou repete as mesmas histórias);
• A conversa torna-se difícil e ocorrem dificuldades para encontrar as palavras. As capacidades de formular conceitos e de pensar de modo abstrato desaparecem, além da possibilidade de exibir um comportamento impulsivo inapropriado;
• Alterações da personalidade são evidentes; o cliente pode ficar deprimido, desconfiado, paranoide, hostil e combativo. As habilidades da fala deterioram para sílabas sem sentido e a agitação e atividade física aumentam;
• Por fim, o cliente necessita de assistência para a maioria das atividades da vida diária, incluindo alimentação e higiene íntima devido ao desenvolvimento de disfagia e incontinência.
O estágio terminal pode durar meses ou anos, durante os quais o cliente geralmente fica imóvel e necessita de cuidado total. A morte costuma ocorrer em consequência das complicações de pneumonia, desnutrição ou desidratação.
Avaliação e achados diagnósticos
O diagnóstico definitivo somente pode ser estabelecido na necropsia. No entanto, pode-se estabelecer um diagnóstico clínico acurado em cerca de 90% dos casos pela exclusão de outras causas de demência e causas reversíveis de confusão. Os sintomas clínicos identificados pela obtenção da história de saúde, incluindo a história clínica, história familiar, história social, história cultura e história medicamentosa; além de exame físico. Inclui-se também:
• Eletroencefalograma (EEG);
• Tomografia computadorizada (TC);
• Ressonância magnética (RM);
• Exames complementares, como hemograma completo, perfil bioquímico e níveis de vitamina B12, além de hormônios tireoidianos e exame do líquido cerebroespinal.
Manejo clínico
A principal meta consiste no controle dos sintomas cognitivos e comportamentais. Não existe nenhuma cura para a doença de Alzheimer, contudo, vários medicamentos foram introduzidos para retardar sua progressão:
• Para os sintomas leves a moderados, os inibidores da colinesterase, como cloridrato de donepezila, tartarato de rivastigmina, bromidrato de galantamina e tacrina podem melhorar a capacidade cognitiva dentro de 6 a 12 meses de tratamento. Esses medicamentos aumentam a captação de acetilcolina no cérebro, mantendo as habilidades de memória por certo período de tempo.
• A combinação dos inibidores da colinesterase com memantina também pode ser útil para os sintomas cognitivos leves a moderados.
Avaliação
Obter uma história de saúde com exame do estado mental e exame físico, registrando os sintomas indicando demência (por exemplo, fazer a mesma pergunta repetidamente ou perder-se). Relatar os achados ao médico. Quando indicado, ajudar na avaliação diagnóstica, promover um ambiente calmo para maximizar a segurança e a cooperação do cliente.
Diagnósticos de enfermagem
• Confusão crônica relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Risco de lesão relacionado com o declínio da função cognitiva;
• Ansiedade relacionada com os processos de pensamento confusos;
• Nutrição desequilibrada menor do que as necessidades corporais, relacionada com o declínio cognitivo;
• Intolerância à atividade, relacionada com o desequilíbrio no padrão de atividade-repouso;
• Déficit de autocuidado, banho e higiene íntima, alimentação, ação de vestir-se, relacionado com o declínio cognitivo;
• Interação social prejudicada, relacionada com o declínio cognitivo;
• Conhecimento deficiente, relacionado com o cuidado do cliente à medida que declina a função cognitiva;
• Processos familiares interrompidos, relacionados com o declínio da função cognitiva do cliente.
Planejamento e metas
As metas consistem em promover as funções do cliente, a segurança física, a nutrição adequada e a independência por maior tempo possível. Reduzir a ansiedade e a agitação, melhorar a comunicação, equilibrar a atividade e repouso, proporcionar uma socialização e intimidade, além de apoiar e orientar os familiares cuidadores.
Reavaliação – Resultados esperados do cliente
Capacidades cognitivas, funcionais e de interação social pelo maior tempo possível, ausência de lesão, participação nas atividades de autocuidado o máximo possível, ansiedade e agitação mínimas, capacidade de se comunicar verbalmente ou por meios não verbais, necessidades de socialização e intimidade do cliente satisfatórias. Nutrição, atividade e repouso adequados, compreensão sobre a doença e os esquemas de tratamento e cuidados, tanto por parte do cliente quanto dos familiares.
Bons estudos! =)
É um dos tipos mais comuns de demência e trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva e irreversível, que começa de modo insidioso e que se caracteriza por perdas graduais da função cognitiva e por distúrbios no comportamento e afeto. A doença de Alzheimer não constitui parte normal do processo de envelhecimento.
Muitos fatores ambientais, nutricionais e inflamatórios também podem determinar se uma pessoa irá sofrer essa doença cognitiva. A doença é um distúrbio cerebral complexo causado por uma combinação de diversos fatores que podem incluir genética, alterações de neurotransmissores, anormalidades vasculares, hormônios do estresse, alterações circadianas, TCE e presença de transtornos convulsivos.
A doença de Alzheimer pode ser classificada em dois tipos: DA de família ou de início precoce (corresponde a menor de 10% dos casos, sendo considerada rara) e a DA esporádica ou de início tardio.
Fisiopatologia
São observadas alterações neuropatológicas e bioquímicas específicas, que incluem emaranhados neurofibrilares e placas senis ou neuríticas. Ocorre lesão neuronal principalmente no córtex cerebral, resultando em diminuição do tamanho do encéfalo. As células que utilizam o neurotransmissor acetilcolina são afetadas principalmente pela DA. Em nível bioquímico, observa-se diminuição da enzima ativa na produção de acetilcolina, que está especificamente envolvida no processamento da memória.
Manifestações clínicas
Os sintomas são altamente variáveis, alguns deles incluem:
• Nos estágios iniciais, podem ocorrer esquecimento e perda de memória sutil, como pequenas dificuldades nas atividades de trabalho ou sociais. Os clientes, no entanto, mantêm função cognitiva adequada para compensar a perda e continuam funcionando de maneira independente. O esquecimento manifesta-se em muitas ações diárias com a progressão da doença (por exemplo, o cliente perde-se em um ambiente familiar ou repete as mesmas histórias);
• A conversa torna-se difícil e ocorrem dificuldades para encontrar as palavras. As capacidades de formular conceitos e de pensar de modo abstrato desaparecem, além da possibilidade de exibir um comportamento impulsivo inapropriado;
• Alterações da personalidade são evidentes; o cliente pode ficar deprimido, desconfiado, paranoide, hostil e combativo. As habilidades da fala deterioram para sílabas sem sentido e a agitação e atividade física aumentam;
• Por fim, o cliente necessita de assistência para a maioria das atividades da vida diária, incluindo alimentação e higiene íntima devido ao desenvolvimento de disfagia e incontinência.
O estágio terminal pode durar meses ou anos, durante os quais o cliente geralmente fica imóvel e necessita de cuidado total. A morte costuma ocorrer em consequência das complicações de pneumonia, desnutrição ou desidratação.
Avaliação e achados diagnósticos
O diagnóstico definitivo somente pode ser estabelecido na necropsia. No entanto, pode-se estabelecer um diagnóstico clínico acurado em cerca de 90% dos casos pela exclusão de outras causas de demência e causas reversíveis de confusão. Os sintomas clínicos identificados pela obtenção da história de saúde, incluindo a história clínica, história familiar, história social, história cultura e história medicamentosa; além de exame físico. Inclui-se também:
• Eletroencefalograma (EEG);
• Tomografia computadorizada (TC);
• Ressonância magnética (RM);
• Exames complementares, como hemograma completo, perfil bioquímico e níveis de vitamina B12, além de hormônios tireoidianos e exame do líquido cerebroespinal.
Manejo clínico
A principal meta consiste no controle dos sintomas cognitivos e comportamentais. Não existe nenhuma cura para a doença de Alzheimer, contudo, vários medicamentos foram introduzidos para retardar sua progressão:
• Para os sintomas leves a moderados, os inibidores da colinesterase, como cloridrato de donepezila, tartarato de rivastigmina, bromidrato de galantamina e tacrina podem melhorar a capacidade cognitiva dentro de 6 a 12 meses de tratamento. Esses medicamentos aumentam a captação de acetilcolina no cérebro, mantendo as habilidades de memória por certo período de tempo.
• A combinação dos inibidores da colinesterase com memantina também pode ser útil para os sintomas cognitivos leves a moderados.
Avaliação
Obter uma história de saúde com exame do estado mental e exame físico, registrando os sintomas indicando demência (por exemplo, fazer a mesma pergunta repetidamente ou perder-se). Relatar os achados ao médico. Quando indicado, ajudar na avaliação diagnóstica, promover um ambiente calmo para maximizar a segurança e a cooperação do cliente.
Diagnósticos de enfermagem
• Confusão crônica relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Risco de lesão relacionado com o declínio da função cognitiva;
• Ansiedade relacionada com os processos de pensamento confusos;
• Nutrição desequilibrada menor do que as necessidades corporais, relacionada com o declínio cognitivo;
• Intolerância à atividade, relacionada com o desequilíbrio no padrão de atividade-repouso;
• Déficit de autocuidado, banho e higiene íntima, alimentação, ação de vestir-se, relacionado com o declínio cognitivo;
• Interação social prejudicada, relacionada com o declínio cognitivo;
• Conhecimento deficiente, relacionado com o cuidado do cliente à medida que declina a função cognitiva;
• Processos familiares interrompidos, relacionados com o declínio da função cognitiva do cliente.
Planejamento e metas
As metas consistem em promover as funções do cliente, a segurança física, a nutrição adequada e a independência por maior tempo possível. Reduzir a ansiedade e a agitação, melhorar a comunicação, equilibrar a atividade e repouso, proporcionar uma socialização e intimidade, além de apoiar e orientar os familiares cuidadores.
Reavaliação – Resultados esperados do cliente
Capacidades cognitivas, funcionais e de interação social pelo maior tempo possível, ausência de lesão, participação nas atividades de autocuidado o máximo possível, ansiedade e agitação mínimas, capacidade de se comunicar verbalmente ou por meios não verbais, necessidades de socialização e intimidade do cliente satisfatórias. Nutrição, atividade e repouso adequados, compreensão sobre a doença e os esquemas de tratamento e cuidados, tanto por parte do cliente quanto dos familiares.
Bons estudos! =)
Comentários
Postar um comentário